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28 de maio de 2020
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36% dos jovens não usam camisinha durante relações sexuais

A última Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira, a PCAP, publicada pelo Ministério da Saúde em 2016, aponta que 36% dos jovens com idade entre 15 e 24 anos não usam camisinha durante as relações sexuais. Os dados também revela que o número de pessoas infectadas pelo HIV no Brasil aumentou em 21% nos últimos 10 anos. No entanto, entre jovens com idade de 15 a 24 anos, a porcentagem de aumento de casos da doença, no mesmo período, foi de 85%.

O uso de camisinha evita diversas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e essa tem sido uma das maiores preocupações do Ministério da Saúde, que tem observado que a não utilização do preservativo se tornou uma prática constante, o que tem contribuído para o aumento de casos de infecções.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias, um milhão de novos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis são contabilizados no mundo. Muitas vezes silenciosas, as ISTs podem ficar meses, ou até anos, sem apresentarem sinais e sintomas. Caso não sejam diagnosticadas e tratadas, podem trazer graves complicações para a saúde das pessoas, como infertilidade, câncer ou até mesmo a morte.

Muitas das Infecções Sexualmente Transmissíveis não têm sintomas, como corrimento ou úlcera, o que faz parecer que não tem doença. Por isso, a camisinha é a melhor estratégia, vez que ela protege de todas as ISTs, além da gravidez, além de não ter nenhum efeito colateral.

Ações de prevenção e combate às ISTs

O Ministério da Saúde, junto às Secretarias de Estados e Municípios, tem distribuído preservativo gratuitamente em todas as unidades do Serviço Único de Saúde (SUS). Somente este ano já foram entregues quase 470 milhões de unidades de camisinhas masculinas e femininas.

O uso da camisinha protege de todas as ISTs, como HIV e Hepatites. Por isso, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem intensificado a dsitribuição dos preservativos, especialmente no período de carnaval. Alana Niége, coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e AIDS da FMS explica que o trabalho de prevenção acontece durante todo o ano, contudo, as ações são intensificadas em algumas datas, como no carnaval.

Nesse período, as equipes reforçam medidas e prevenção, informação e diagnóstico, para que seja possível atingir a população mais acometida palas Infecções Sexualmente Transmissíveis, que de acordo com o Boletim Epidemiológico são adultos-jovens com idade entre 15 e 34 anos.

“Durante todo o mês de fevereiro fazemos palestras em instituições públicas e privadas, para que as pessoas saibam a importância do uso do preservativo. Por mais que o Ministério da Saúde trabalhe com a prevenção combinada, que é a profilaxia pré e pós-exposição, no caso do HIV, o preservativo continua sendo o carro-chefe da prevenção, não somente do HIV, mas de outras infecções sexualmente transmissíveis e de uma gravidez indesejada, além de ser barato e eficaz”, enfatiza.

Para intensificar as ações de prevenção contra ISTs, equipes volantes da FMS estarão percorrendo os blocos de rua e distribuindo folhetos informativos, preservativos masculino e feminino, gel lubrificante, além de tirar dúvidas da população em como usar o preservativo.

“Todo mundo tem que andar com seu preservativo na bolsa, para caso acontecer alguma coisa estar prevenido. Qualquer pessoa que tem relações sexuais desprotegida, sem o uso de preservativos, está apto a ter uma infecção sexualmente transmissível. A população ainda tem medo e tabu com o HIV, mas vivemos um momento muito crítico de sífilis no mundo, e podemos até chamar de epidemia, e o que prejudica mais ainda é que se trata de uma doença silenciosa e não apresenta sintomatologia. Além de ser uma doença que se pega na relação sexual, durante a gestação, a mãe pode passar para o bebê”, reforça Alana Niége, coordenadora de IST/Aids da FMS.

Por: Isabela Lopes, do Jornal O Dia

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