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25 de junho de 2022
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Aquilo que pensamos ser nem sempre é

Quando somos criança não conhecemos a docilidade dessa fase. E é compreensível que não saibamos que ela deveria ser aproveitada ao máximo porque ainda não tivemos a oportunidade de experimentar o tão sonhado estágio adulto.

Pobres crianças. Não imaginam o quão difícil é enfrentar o mundo como gente grande. As inúmeras preocupações, as cobranças, familiares ou não, o trabalho, que na maioria das vezes não é aquele que sonhamos e não satisfaz as nossas necessidades, sejam econômicas ou espirituais e os desapontamentos.

E esses desencantamentos seguem ao longo da nossa vida, mas seguimos sonhando na possibilidade de tudo de dar certo. É o motor para que continuemos. Caso contrário, desistiríamos. Conhecemos pessoas e logo fazemos prejulgamentos. Podemos dizer que na maioria das vezes a intuição não te deixa na mão, mas é falível. Em alguns casos, a pessoa que a primeira vista pareceu antipática pode se revelar, ao longo do tempo, como adorável, bem como aquelas de sorriso fácil podem ser lobos em pele de cordeiro.

E o curso, ah… o tão sonhado curso pode tornar-se um pesadelo quando começamos a frequentar as primeiras aulas. Os futuros biólogos encaram a química e a física, além dos inúmeros cálculos. Sentem-se, por um período, frustrados, meio enganados. Aqueles que planejam ser operadores do Direito não querem encarar a sociologia e a filosofia, desejam estudar as leis o quanto antes.

Muitas vezes não conseguimos entender que alguns estágios são necessários para que possamos chegar ao nosso objetivo. Mesmo que consigamos realizar os desejos alimentados enquanto estávamos na infância, perceberemos que passamos, em algum momento, por etapas que imaginávamos não fazer parte do processo.

Em outros casos, os enganos não são estágio para chegarmos à realização dos nossos sonhos, sendo maiores ou menores em prejuízo para o nosso intelecto. São o encaminhamento natural que a vida dá a cada um. E às vezes ensina muito mais do que aquilo que só infla o nosso ego.

Finalizo com uma frase de Jacques Prévert, para reflexão: “A gente só reconhece a felicidade pelo barulhinho que ela faz quando vai embora”.

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