24 C
Piauí
18 de maio de 2022
Cidades em Foco
Educação Geral

Bolsonaro promete reajuste salarial a professores em mais de 30%

Presidente Jair Bolsonaro / Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (26) que vai conceder reajuste a professores num valor próximo a 33%.

O Ministério da Educação anuncia, anualmente, aumento salarial para a categoria e, neste ano, avaliava barrar o reajuste previsto pela Lei do Piso do magistério.

“Eu vou seguir a lei. Governadores não querem o [reajuste de] 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso [33%], ok?”, disse Bolsonaro.

O presidente havia sido questionado por uma apoiadora professora no cercadinho do Palácio da Alvorada.

A categoria vem se mobilizando para judicializações.

A lei atual vincula o reajuste dos ganhos mínimos dos professores à variação do valor por aluno anual do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica.

Com base nesse critério, vigente desde 2008, o reajuste para 2022 fica em 33,2% –passando dos atuais R$ 2.886,24 para R$ 3.845,34.

Contudo, integrantes do governo passaram a estudar a edição de uma medida provisória para alterar as regras.

Os dois milhões de docentes da educação básica pública estão ligados a estados e prefeituras, que arcam com seus salários. O atendimento ao piso tem sido um desafio para os cofres de municípios e estados.

O reajuste de 33,2% provocaria impacto de R$ 30 bilhões só nas finanças municipais, segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municípios).

O último aumento do piso foi em 2020 (houve queda do valor referência em 2021). Ao chegar ao piso atual, o incremento foi de 12,84%. Caso o cálculo seguisse o INPC, seria de 4,6%.

“Destaca-se que o piso hoje não serve apenas como remuneração mínima, mas, como valor abaixo do qual não pode ser fixado o vencimento inicial, repercute em todos os vencimentos do plano de carreira dos professores”, diz nota da CNM.

Gestores aguardam todos os anos sinalização do MEC (Ministério da Educação) sobre a variação do reajuste –o que a pasta tem se negado a fazer, além de expor publicamente a discordância.

Fonte: Folhapress

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais