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23 de setembro de 2021
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Cardiologista diz que deputado Assis Carvalho tinha doença agressiva

Foto reprodução

O deputado federal Assis Carvalho (PT-PI),  que morreu após sofrer um infarto neste domingo (05), sofria de aterosclerótica, doença grave que resulta na formação de placas de gordura nas artérias, que dificultam a passagem do sangue. O cardiologista João Francisco de Sousa, que acompanhou o político em dois procedimentos para a colocação de stents nos anos de 2012 e 2019, disse que a doença era genética, agressiva e de difícil controle.

“Durante o primeiro infarto, em 2012, ele também estava em Oeiras e a gente conseguiu chegar a tempo de desobstruir a artéria causadora do infarto, mas ele já tinha problemas nas outras artérias. A gente sempre chamava atenção, dizia que ali havia sido só o primeiro passo, mas que ele precisaria de cuidados porque não era apenas o procedimento em si, ele precisaria de um tratamento clínico agressivo tanto quanto agressiva era a doença. Isso incluía medicamentos, atividades físicas. Acredito que o stress também contribuía para o avanço da doença”, disse o médico.

Em entrevista ao Notícia da Manhã, João Francisco conta que o deputado federal também era acompanhado pelo médico Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio Libânes e que a doença era de difícil estabilização.

“A gente conversou algumas vezes sobre a dificuldade de estabilizar a doença. Ano passado, ele voltou a sentir essa dor e foi preciso mais quatro stents, sendo que da primeira vez foram dois”, explica o cardiologista que também lamentou a morte do deputado.

O especialista disse ainda que o quadro de saúde de Assis Carvalho era muito grave e que eram grandes as chances de outras paradas cardíacas, mesmo que ele tivesse sido trazido para a Capital de avião.

“Difícil a chance depois dessas paradas cardíacas dele chegar a tempo da gente fazer algum procedimento […] infelizmente, mesmo com o tratamento clínico, ele não respondia bem. A gente tem pacientes que conseguem estabilizar a doença […] cada vez que a gente intervinha, a gente percebia a progressão da doença”, finaliza o cardiologista  João Francisco de Sousa.

Fonte: Graciane Sousa / CidadeVerde

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