27.8 C
Piauí
30 de março de 2020
Cidades em Foco
Geral Internacional

Correios suspendem serviço e encarecem envio de livros no Brasil no meio de crise de coronavírus

Imagem ilustrativa - reprodução

Os Correios decidiram suspender o serviço conhecido como “registro módico”, o que, na prática, encarecerá o envio de livros e material didático por tempo indeterminado. À reportagem, livreiros apontaram que a medida trará prejuízo financeiro à categoria em um momento em que, devido à crise do novo coronavírus, a atividade econômica já está abalada.

Em nota à reportagem, os Correios afirmam que “o serviço está suspenso, em atendimento ao plano de ação implementado pelos Correios de combate à Covid-19, que trata dos protocolos operacionais e profiláticos adotados pela empresa, baseados nas orientações do Ministério da Saúde.”

O registro módico é a categoria de envio mais utilizada pelas livrarias, pois não cobra pela distância, mas pelo peso. Ou seja, um envio de livro para outro estado custa o mesmo que para alguns quarteirões de distância. Trata-se de um serviço que só podia ser utilizado para envio de livros ou material didático.

Sem o serviço, as opções que restam são Sedex ou PAC, nas quais o valor cobrado é proporcional à distância dos endereços de envio e de recebimento, encarecendo a operação significativamente.
No caso de um PAC, por exemplo, utilizado para livros com mais de 500g (que são maioria), o valor de frete chega a ser o dobro do que seria no caso de um registro módico.

O livreiro Ricardo Lombardi, do sebo Desculpe a Poeira, em Pinheiros, São Paulo, negociou um livro com o frete de R$ 12,29 por registro módico, com Pelotas (RS) como destino.

Nesta segunda-feira (23), ao chegar aos Correios, foi informado da suspensão do serviço e da necessidade de utilizar PAC (o livro pesava mais de 500g). Ele teve que arcar, então, com um frete de R$ 24,80.
“É frustrante para o livreiro ver que num momento desses, em que precisamos valorizar as iniciativas on-line, os livros -e a cultura- sejam prejudicados dessa forma”, diz.?

Em comunicado aos livreiros cadastrados em sua plataforma, a Estante Virtual diz que está tratando da situação com o governo federal. Enquanto isso, sugere que os livreiros apenas empacotem os livros, mas não os enviem e aguardem ?novas instruções. Em medida no mesmo sentido, aumentou os prazos de entrega previstos no site.

Fonte: Camila Mattoso/ Folhapress

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais