Criança de 2 anos morre após tomar frasco de remédio no Piauí

Uma criança de dois anos morreu vítima de intoxicação medicamentosa na última terça-feira(18), em Floriano. Ela teria tomado um frasco de remédio anticonvulsivante que pertencia ao irmão e chegou ao hospital regional Tibério Nunes com letargia.  O caso serve de alerta para o aumento do número de acidentes domésticos envolvendo crianças pequenas.

“Ela deu entrada por volta das 10h30 com abertura ocular, batimentos cardíacos e oxigenação, mas sem responder aos estímulos e muito sonolenta. A mãe acreditava que ela estava com intoxicação alimentar. A colocamos na sala vermelhar e pedimos para que a mãe pudesse procurar outra hipótese, porque o diagnóstico não batia com que ela havia dito, foi então que ela retornou a casa e disse que encontrou um frasco de anticonvulsivante líquido vazio, o remédio pertencia ao irmão que é especial”, detalhou o diretor técnico do hospital, o médico Justino Moreira.

No período da tarde a criança começou a ter insuficiência respiratória e febre de 40 graus. Ela precisou ser intubada e não respondia aos medicamentos, depois teve crise convulsiva e morreu após ter parada cardíaca por volta das 19h.

“Foi uma evolução atípica, toda a equipe se sensibilizou com o óbito dela. Mas, infelizmente a gente observou um aumento de 15% no número de atendimentos a crianças vítimas de acidente domésticos”, relatou o médico Justino Moreira.

Em um ano foram contabilizados 106 casos entre sufocamentos, queimaduras, intoxicação por produtos de limpeza, choques elétricos e quedas.

“Os pais precisam ter cuidado redobrado, já atendemos casos de crianças que ingeriram potássio e queimou completamente o esôfago que hoje não pode se alimentar direito, produtos de limpeza em frascos coloridos, água sanitária não podem ficar ao alcance porque chamam atenção. Também é importante evitar ficar perto de fogões que pode causar queimaduras, colocar protetor nas tomadas e reduzir o excesso de panos dentro do berço de crianças menores porque pode causar asfixia”, sugere o diretor técnico do hospital Tibério Nunes.

Fonte: Caroline Oliveira / CidadeVerde