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26 de outubro de 2021
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“E as vacinas?”, diz governador do Piauí sobre o país sediar a Copa América

Wellington Dias - Foto: Ccom

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT), criticou a decisão do governo federal de permitir o Brasil ser sede da Copa América. O gestor informou que a prioridade do país é a aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Wellington Dias afirmou que somente com a vacinação é que o Brasil poderá realizar eventos esportivos.

“Muito facilmente o Governo Federal disse sim para podermos sediar a Copa das Américas. A pergunta que eu faço é: e as vacinas? É a vacina que nos colocar em um patamar seguro, tanto para eventos esportivos, mas também para a volta das aulas presenciais, que é uma prioridade, o turismo, poder funcionar o comércio, a indústria, todos os setores. Todos nós queremos isso. Eu quero ver essa mesma agilidade do Brasil, através de suas autoridades, juntas, todo mundo, independente de disputa política, atrás de mais vacinas nos Estados Unidos, na Europa, na China, onde estiver vacina. Esta é a nossa grande prioridade”, disse.

Copa América

Após reunião emergencial nesta segunda-feira (31), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) decidiu por transferir para o Brasil a realização do torneio, que seria inicialmente na Colômbia e na Argentina.

Pesou a favor do Brasil a expertise da organização da última Copa América, em 2019 (vencida pela Seleção). Além disso, outro argumento utilizado foi o fato do país ter mais estádios em boas condições para os jogos das equipes nacionais sul-americanas.

De acordo com a Confederação, as datas de início e término do torneio estão confirmadas — 13 de junho e 10 de julho. Cidades-sedes e a tabela de jogos serão anunciadas “nas próximas horas”. A Conmebol deseja fazer a final no Rio de Janeiro, no Maracanã.

Especialistas criticam

Especialistas ouvidos pelo G1 criticaram a decisão. Eles avaliaram que os riscos incluem o aumento de viagens dentro do país, importação de novas variantes e aumento da taxa de contágio.

Marcelo Otsuka, infectologista e coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), afirmou que neste momento não é ideal ter uma competição desse porte no país.

“O Brasil tem um alto número de casos e ainda vive um platô de óbitos e números que ainda são alarmantes, próximos a duas mil mortes por dia”, lembrou Otsuka.

A médica Lucia Pellanda, professora de epidemiologia e reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), fez avaliação semelhante.

“Não é o momento, quando o país enfrenta o risco de terceira onda. Há um simbolismo muito forte. Precisamos de uma campanha de comunicação para engajamento de toda a sociedade. Quando ídolos e pessoas que a população admira estão vivendo a vida ‘normal’, sem máscaras, desrespeitando regras, isso tem um impacto muito grande. Precisamos de ajuda de todos os setores agora”, afirmou a pesquisadora.

Fonte: G1-PI

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