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27 de julho de 2021
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“Estamos lutando para não fechar”, diz reitor da UFPI após queda no orçamento

Gildásio Guedes - Foto: Ascom/UFPI

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) está no limite para se manter funcionando. O corte no orçamento em 2021 chega a 18%, dificultando o cumprimento de várias obrigações, como contratos de manutenção do campus na capital. A situação é tão delicada que o reitor Gildásio Guedes afirmou nesta segunda-feira (14) que a luta é para não fechar.

“Temos tido muitos problemas, mas estamos fazendo o possível para não fecharmos. Mantemos a universidade, ainda que de forma remota, funcionando para aquilo que ela tem de mais essencial e importante que é a divulgação e consolidação do novo e do conhecimento já existente”, afirmou em entrevista à TV Cidade Verde.

Segundo o reitor, a queda no orçamento das universidades ocorre desde 2013. “Tivemos um número altíssimo de corte para os padrões que vinha ocorrendo nos últimos anos, de 2013 pra cá. A universidade está lutando para não fechar. Graças a Deus tudo está funcionando de forma remota. Alguns cursos funcionam de forma hibrida em locais permitidos”, declarou o reitor.

“A Universidade Federal do Piauí como todas as universidades brasileiras do sistema federal tem sofrido bastante com os cortes dos últimos anos”.

De acordo com Gildásio Guedes, a parte do custeio seria a mais afetada na universidade. “O ano de 2020 foi um ano com percentuais de corte muito mais altos. Agora em 2021 nós chegamos a quase 18%, principalmente naquilo que é muito importante para a universidade, que é o custeio. Estamos falando do pagamento da água, energia, serviço prestado, bolsas, manutenção do restaurante”, afirmou.

O reitor admite que se a universidade estivesse funcionando de forma presencial, só haveria recurso para pagar a conta de energia, por exemplo, até agosto.

“Se tivesse aula presencial nós teríamos condições de pagar provavelmente até o mês de agosto, setembro no mais tardar, mas com muito sacrifício. Tem as bolsas, contratos de manutenção do campus. Temos aí 40 contratos em vigor para manter o campus mesmo de forma remota. Estamos numa situação difícil e lutando para não fechar e atingir as bolsas”, finalizou.

Fonte: Hérlon Moraes / CidadeVerde

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