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6 de junho de 2020
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Estudo estima que Brasil chega ao pico da Covid esta semana

Coronavírus - Foto: Cadu Rolim /Fotoarena/Folhapress

O Brasil ainda vai conviver com números altos da Covid-19 até o mês de julho. Um estudo publicado hoje pelo Estadão indica que o pico da doença acontece nesta semana e só daqui a dois meses os casos começam a se estabilizar. A projeção é feita a partir de modelos matemáticos desenvolvidos por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França. Essa projeção, claro, é feita com base nos dados atuais. Se a taxa de isolamento social continuar caindo, como vem acontecendo nos últimos dias, essa realidade pode se agravar.

O estudo leva em conta ainda outras questões, como capacidade de testagem e medidas de higiene. Mas, se a população obedecer à recomendação de distanciamento social, saindo de casa apenas para atividades absolutamente essenciais, já poderemos pensar em um segundo semestre rumo à normalidade, seja lá o que signifique o conceito de normalidade a partir de agora.

A reabertura das lojas, parques, restaurantes e outras atividades comerciais não poderá acontecer com aglomerações de pessoas como se via em um passado bem recente. Nada de abraços e proximidade entre os clientes. Esta será a nova realidade com a qual teremos que conviver até que as vacinas que estão sendo testadas – algumas com relativo sucesso – estejam disponíveis para a população mundial.

Um dos pesquisadores do estudo divulgado hoje, o professor da Coppe/UFRJ Renato Cotta diz que “se tivéssemos o cenário de hoje congelado, chegaríamos no dia 150 da pandemia, em 18 de julho, com 368 mil casos”.  Ainda segundo o estudo, o modelo não calcula o número de mortes, mas a mortalidade da atual pandemia no Brasil está em 6,7% , o que projeta  um número de cerca de 25 mil mortes até o fim de julho.

É bom lembrar que o Brasil já ultrapassou o Reino Unido no número de infectados pelo novo coronavírus e é hoje o terceiro país do mundo em casos da doença. Mais um motivo para permanecer dentro de casa, preservando vidas e a própria economia, pois quanto maior o rigor na prevenção, mais rápido sairemos da crise com relativa segurança para tocar os negócios outra vez.

Fonte: CidadeVerde

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