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9 de agosto de 2022
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Glaucoma: Diagnóstico precoce é essencial para que doença não evolua para cegueira

Foto: Freepik

No Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, nesta quinta-feira (26), o Ministério da Saúde chama a atenção para o problema de saúde que é a segunda causa de cegueira no Brasil, atrás apenas da catarata. Apesar de uma doença crônica e sem cura, glaucoma pode ser controlado com tratamento adequado e contínuo. O diagnóstico precoce é essencial para que o glaucoma não evolua para cegueira.

Doença de progressão silenciosa, o glaucoma é provocado pela aumento da pressão interna do olho e alteração irregular no fluxo de sangue dentro do órgão. Por isso, quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de controlar o avanço da doença e evitar a perda da visão.

Atualmente, o Brasil conta com 441 estabelecimentos de saúde habilitados na assistência ao glaucoma pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2021, foram 2,3 milhões atendimentos ambulatoriais e 5,2 mil procedimentos hospitalares, ou seja, que não necessitaram e necessitaram de internação, respectivamente, em decorrência do glaucoma. Vale ressaltar que o SUS oferta atendimentos, diagnóstico e tratamento de forma integral e gratuita.

O SUS oferece 18 procedimentos para acompanhamento, avaliação e tratamento do glaucoma. Para serem encaminhados aos Serviços de Atenção Especializada, os pacientes devem primeiro procurar uma das 48 mil Unidades de Saúde da Família espalhadas por todo o País. As pessoas com diagnóstico confirmado devem ser acompanhadas por um médico oftalmologista.

Esse acompanhamento começa cedo: todas as crianças, quando nascem, também realizam nas maternidades públicas o Teste do Olhinho. É um exame simples, rápido e indolor, capaz de detectar alterações no eixo visual. O teste avalia o reflexo da luz que entra no olho do bebê. Se for identificada alguma alteração, o recém-nascido é encaminhado para um especialista.

A identificação precoce aumenta a chance de desenvolvimento normal da visão ao longo da vida. O Teste do Olhinho também consegue identificar outras enfermidades visuais além do glaucoma, como a catarata congênita e o retinoblastoma.

Diagnóstico e tratamento

O glaucoma pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma, por isso é uma doença de evolução silenciosa. Os sintomas só aparecem na fase mais avançada, quando a pessoa começa a ter perda da visão periférica. Pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos devem estar ainda mais atentos para a realização dos testes de rotina.

Os exames para diagnóstico avaliam a estrutura dos olhos, o campo de visão e o nível de pressão ocular.

O tratamento pode ser feito com colírios, cirurgias ou uso do laser, a depender da necessidade de cada caso. O SUS oferece os medicamentos necessários para o tratamento do glaucoma por meio do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF).

Fonte: Ministério da Saúde

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