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9 de agosto de 2022
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Governo suspende dívidas dos Estados e alonga débito do Piauí com o BNDES

O governo federal chegou a um acordo com os Estados na tarde desta segunda-feira (20) sobre o alongamento das dívidas com a União. Ficou acertado que as unidades da federação terão carência de seis meses nas parcelas até dezembro. A medida não beneficia diretamente o Piauí, já que o Estado, ao lado do Tocantins, não possui débitos com a União.

O acordo foi definido entre os governadores e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,  pouco antes do primeiro encontro dos chefes de Estado com presidente interino, Michel Temer. A vice-governadora Margarete Coelho representou o governador Wellington Dias no evento.

Ficou acertado que, a partir de janeiro, as prestações terão descontos, que serão progressivamente reduzidos até julho de 2018. Com o acordo, os estados terão 100% de desconto nas parcelas de julho até dezembro. A partir de janeiro, o desconto cai para dez pontos percentuais a cada dois meses, até ser zerado em julho de 2018, quando os estados voltarão a pagar o valor integral das prestações.

BNDES

Para o Piauí interessa o alongamento da  dívida com o BNDES. Ficou definido na reunião que as dívidas com o banco serão alongadas em mais dez anos, com quatro anos de carência. A medida agradou o secretário de Fazenda, Rafael Fonteles. Segundo ele, haverá uma folga no caixa do Estado.

“O alongamento da dívida contraída com o BNDES, dívidas anteriores, vai gerar uma folga no fluxo de caixa do Piauí, a curto prazo, algo em torno de R$ 150 milhões por ano. Não é uma operação de crédito nova. É um alongamento da dívida que já está sendo paga mês a mês das operações de crédito contraídas diretamente com o BNDES. Essa economia pode gerar uma folga no Caixa nos próximos 12 meses em torno de R$ 150 milhões por ano durante a carência, que vai ser de quatro anos”, afirmou o gestor.

A vice-governadora também comentou a medida acordada com o presidente Michel Temer. “Defendemos um programa especial de contratos para infraestrutura, que traga investimentos públicos que possibilitem o país sair da crise, promovendo o crescimento da economia, gerando empregos e renda”, afirmou.

Participaram da reunião os governadores de Alagoas, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina e Tocantins. Estiveram presentes também os vice-governadores de Acre, Bahia, Pará e Piauí.

Flash Yala Sena (Com informações da Agência Brasil)

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