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24 de outubro de 2020
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Guedes diz que Bolsa Família vai continuar se não conseguir bancar Renda Cidadã

The new Brazilian Economy Minister, Paulo Guedes speaks during a ceremony in which he takes office in Brasilia, on January 02, 2019. - Brazl's President Jair Bolsonaro has appointed a free-marketeer, Paulo Guedes, as economy minister to push through reforms to bring down Brazil's swelling debt, mainly through privatizations, tax changes and encouraging foreign investment. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (16) que, se não encontrar espaço fiscal para fazer o novo programa social denominado Renda Cidadã, o governo vai continuar com o Bolsa Família.

Segundo o ministro, para ser criado, o novo programa tem que obedecer a regra do teto de gastos – que impede o crescimento das despesas em percentual acima da inflação do ano anterior.

“Se não encontrarmos espaço fiscal para fazer um programa melhor, vamos voltar para o Bolsa Família. É melhor voltar para o Bolsa Família que promover um programa irresponsável”, afirmou durante evento virtual de uma empresa de investimentos.

Em março, os beneficiários do Bolsa Família migraram para o auxílio emergencial, que passou a pagar um valor maior do que o benefício do Bolsa Família.

Em inglês, o ministro voltou a afirmar que não há planos de estender o auxílio emergencial para além de 2020.

Em setembro, o governo publicou uma medida provisória que prorrogou até dezembro o pagamento do auxílio emergencial. O valor das quatro últimas parcelas, no entanto, caiu de R$ 600 para R$ 300.

Guedes voltou a defender a unificação de 27 programas sociais existentes em um só e disse que é possível dar um impulso financeiro no novo programa se cortar privilégios dos mais ricos, como dedução de gastos com educação e saúde no imposto de renda.

‘Imposto de merda’

Durante o evento, o ministro afirmou que não desistiu de propor a criação de um imposto sobre transações digitais. Ele tem defendido o novo imposto como alternativa para desonerar a folha de pagamento.

O novo tributo, no entanto, recebe muitas críticas e é considerado uma nova CPMF, que era cobrado sobre transações financeiras.

Segundo o ministro, é melhor um imposto ruim, um “shitty tax” (imposto de merda), do que taxar o trabalho.

“Estamos subsidiando capital e nós taxamos o trabalho. É inaceitável. Então, enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro a segunda melhor, que é esse imposto de merda”, disse.

Fonte: G1

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