Jovens ficam feridos após confusão em festival junino no Piauí

O 12º Festival Junino de Nossa Senhora dos Remédios, no Norte do Piauí, foi palco de uma confusão na noite desse sábado, 30 de junho. O conflito ocorreu entre o Grupo Cultural Junina Matuta e uma pessoa que estava no banca de honra da competição de dança que estava acontecendo. Dois rapazes ficaram feridos, um deles ficou com a cabeça coberta por sangue.

A desordem teria ocorrido porque a Junina Matuta, da cidade de Batalha, ficou em terceiro lugar na disputa. O representante do grupo, Márcio Borges, disse ao Viagora que esse não foi o motivo das brigas. Segundo ele, o seu irmão, o professor Marcílio Augusto agrediu um dançarina da quadrilha, e as pessoas apenas revidaram.

Márcio conta que Marcílio já comandou um outro grupo na cidade de Batalha, não mais existente, e ficou inconformado porque uma outra quadrilha foi criada.

Marcílio Augusto também conversou com o Viagora e disse que ele foi agredido por uma dançaria da Junina Matuta e apenas tentou se defender. Ele conta que as pessoas pensaram que ele poderia ter influenciado no resultado da competição, já que participou da mesa de honra, com pessoas ligadas ao evento.

“A moça veio tomar satisfação comigo dizendo que eu tinha mexido no resultado dos jurados, sendo que eu nem me aproximei da mesa de jurados. Aí ela botou o dedo na minha cara e deu um tapa na minha cara, que meu óculos caiu. E eu segurei no braço dela pra ela não continuar me agredindo”, contou.

Marcílio diz que somente saiu de sua antiga quadrilha junina pois estava com o dia muito cheio e negou problemas pessoais. “Eu deixei porque eu não estava conseguindo conciliar as atividades culturais que eu estava promovendo com meu trabalho, na escola. Estava me prejudicando, eu estava ficando muito cansado. Então eu resolvi deixar um pouco de lado e seguir meu trabalho. Mas eu não tenho nada contra eles”, afirmou.

O professor conta que, no momento da confusão, fugiu para uma residência para buscar proteção, e a casa foi alvo de ‘baderna’ por parte dos integrantes do grupo de dança. Marcílio relata que está machucado na nuca, no braços, que segundo ele foram alvos de cadeiradas, e com um machucado na testa. Ele comemora que havia seguranças no local no momento da confusão.

“Foi o que me salvou, senão eles tinham me derrubado e me linchado. Não tinha como eu me livrar”, disse.

Fonte: Viagora