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27 de junho de 2022
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‘Não cabe ao artista fiscalizar contas públicas’, diz Gusttavo Lima sobre show de R$ 800 mil pago por prefeitura

Foto reprodução do Instagram do Cantor Gusttavo Lima

Após a polêmica em torno de um show do cantor Gusttavo Lima em uma pequena cidade de Roraima, ele defendeu que “não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas”. Isso porque a apresentação de R$ 800 mil será paga com verba do município, em meio a um debate sobre o uso de dinheiro público em apresentações culturais.

Por meio de nota enviada ao g1, Gusttavo Lima explica que valor do cachê do artista é fixado segundo critérios que variam entre logística, tipo do evento, custos e despesas operacionais da empresa para realização do show, e mais.

“Não pactuamos com ilegalidades cometidas por representantes do poder público, seja em qualquer esfera. Toda contratação do artista por entes públicos federados, são pautados na legalidade, ou seja, de acordo com o que determina a lei de licitações”, garante o comunicado.

O cantor reforça que cabe ao ente público destinar ou não os valores para a contratação de artistas, e que há órgãos públicos responsáveis pela fiscalização desse tipo de gasto.

“Portanto, qualquer ilegalidade cometida pelos entes públicos, seja na contratação de show artísticos ou qualquer outra forma de contração com o setor privado, deverá ser fiscalizada pelo Tribunal de Contas e se apurada qualquer ilegalidade, deverá ser encaminhada para a Justiça competente para julgar o ilícito eventualmente cometido”, finaliza a nota.

Entenda

Toda a polêmica foi causada porque Gusttavo Lima foi contratado pela prefeitura de São Luiz, a menor cidade do estado de Roraima, para fazer um show por R$ 800 mil. A informação foi divulgada em fevereiro, mas veio à tona nesta semana em meio a um debate sobre a Lei Rouanet e sobre shows pagos com dinheiro público.

Isso porque, duas semanas atrás, o cantor Zé Neto, da dupla com Cristiano, durante um show no Mato Grosso que a dupla não precisa da Lei Rouanet e nem de fazer “tatuagem no t*ba”, se referindo à Anitta.

“Estamos aqui em Sorriso, Mato Grosso, um dos estados que sustentou o Brasil durante a pandemia, nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet. O nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no t*ba, para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta, e o Brasil canta com a gente”, disse o artista na ocasião.

Após a repercussão da fala, Zé Neto chegou a alfinetar novamente a cantora, mas depois acabou pedindo desculpas. As declarações levantaram um debate a respeito do uso de verba pública em shows. Isso porque a própria apresentação da dupla sertaneja foi paga pela Prefeitura de Sorriso, com R$ 400 mil de dinheiro público.

Prefeito defende show

Após a repercussão do show de R$ 800 mil de Gusttavo Lima, o prefeito de São Luiz, James Batista (Solidariedade), defendeu o uso do dinheiro para a apresentação. “São Luiz é diferente, nosso grupo é diferente, a ousadia é algo que tá no nosso DNA”, disse ele em vídeo divulgado nas redes sociais nessa quarta-feira (25).

“Isso é muito bom, significa que a gente tá no caminho certo. Sempre que você quer fazer algo que destoa do comum, do usual, você incomoda, você causa algum desconforto naqueles que torcem pela ruína, pelo marasmo, pela mesmice”, falou o prefeito sobre toda a polêmica.

A contratação é investigada pelo Ministério Público de Roraima (MPRR). Considerando a população estimada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 8 mil habitantes, cada morador está pagando R$ 100 pelo show.

Fonte: BHAZ Notícias

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