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7 de julho de 2020
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“não tem ninguém mais honesto do que eu”, afirma Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em um café da manhã com blogueiros nesta quarta-feira que “não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu”. “Pode ter igual, porém mais [honesto do que eu], eu duvido”, completou. “Duvido que tenha um promotor, delegado, empresário que tenha a coragem de afirmar que eu me envolvi em algo ilícito”, emendou.

Ele afirmou também que no futuro o Brasil vai reconhecer que se os escândalos de corrupção estão vindo à tona é porque “o governo criou todas as condições para que nada fosse jogado embaixo do tapete”. Dilma, segundo ele, ainda será enaltecida por isso.

Sobre sua possível candidatura à Presidência nas próximas eleições, Lula afirmou que isso depende do que estiver ocorrendo em 2018. “Se eu estiver com saúde e perceber que sou o único que pode evitar que as conquistas do povo sejam tiradas, entrarei no jogo”, disse. “Posso desistir de ser candidato, mas jamais desistirei da política”, completou.

Lula ainda disse que o PT “ressurgirá das cinzas muito mais forte” e que ele fará com que o povo se motive novamente.

Economia
O ex-presidente também falou sobre a economia do país durante o encontro. Segundo Lula, o governo terá que anunciar mudanças “até para justificar a saída de Joaquim Levy” do Ministério da Fazenda, o que deverá ser feito em breve, e que a tentativa de ganhar simpatia do mercado não deu resultado e o governo “perdeu seu exército”.

“Em algum momento se acreditou que fazendo um discurso para o mercado ia melhorar, não conseguimos ganhar uma pessoa do mercado”, afirmou o ex-presidente.

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“Nem o Levy, que era representante do mercado no Ministério da Fazenda, ganhou. E perdemos a nossa gente. A Dilma tem um desafio agora. Em algum momento nesse mês vão ter que anunciar alguma coisa, até para explicar por qual motivo o Levy saiu, o que vai mudar”.

O ex-presidente defendeu ainda uma “política de financiamento” e que se o governo não investir não terá como convencer os empresários a fazê-lo.

“A Dilma tem que ter como obsessão a retomada do crescimento, o controle da inflação e a geração de emprego. É preciso ter clareza que não se convence empresários se o governo não está pondo dinheiro, porque empresários não vão pôr se o governo não fizer. O governo tem que tomar iniciativa. É preciso uma forte política de financiamento”, disse.

Lula ainda defendeu que o governo faça mudanças tributárias e também a reforma da Previdência, desde que seja conversada com empresários e trabalhadores. O governo pretende apresentar ainda este ano a proposta de mudanças nas duas áreas.

O ex-presidente reconheceu, mais uma vez, que o governo vendeu durante a campanha eleitoral uma visão que não consegue entregar.

“Acho que houve um equívoco político, já reconhecido, do fato de a gente ganhar com um discurso e não poder cumpri-lo. A Dilma dizia que não ia mexer em direito de trabalhador nem que a vaca tossisse e que o ajuste era coisa de tucano, e não dela. E depois foi obrigada a fazer”, disse.

Fonte: Band

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