28 C
Piauí
19 de maio de 2019
Cidades em Foco
Geral Internacional

‘Nós queremos Brasil sem aborto’, diz futura ministra Damares

Indicada para o comando do Ministério de Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, a pastora evangélica e advogada Damares Alves afirmou nesta quinta-feira (6) que deseja “um Brasil sem aborto” por meio de políticas que tratem de planejamento familiar.

Assessora parlamentar do senador Magno Malta (PR-ES), a futura responsável pelas políticas públicas federais para mulheres disse que, na visão dela, o aborto “não desengravida nenhuma mulher”. Ela foi indicada oficialmente para o primeiro escalão do próximo governo em uma entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta pelo futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

“Eu sou contra o aborto. Eu acho que nenhuma mulher quer abortar, as mulheres chegam até o aborto porque possivelmente não foi lhe dada uma outra opção”, declarou a futura ministra.

“O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher”, acrescentou.

Segundo ela, a nova pasta das Mulheres irá lidar com a “proteção de vidas”, em vez de “mortes”.

“Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo.”

Damares Alves defendeu que a legislação atual, que permite o aborto em condições específicas, não deve ser alterada.

“Quando é oferecido para a mulher uma outra opção, a mulher pensa duas vezes. […] Dá para a gente trabalhar apenas essas situações e a gente lutar para salvar as duas vidas, a da mulher e a do bebê”, observou.

Atualmente, a legislação permite o aborto em três situações:

  • quando a gravidez é resultado de estupro
  • quando há risco de vida para a mulher
  • se o feto for anencéfalo

Violência contra LGBTs

Damares Alves afirmou aos jornalistas nesta tarde que, na opinião dela, a discussão sobre a pauta LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) é “delicada”. Segundo ela, no Brasil foi criada uma “falsa guerra entre cristãos e LGBT”.

Essa guerra não existe e vamos mostrar que essa guerra não existe”, declarou a futura ministra dos Direitos Humanos.

Ela também assegurou que a pasta fará “seriamente o enfrentamento” à violência contra a comunidade LGBT.

“Que fique bem claro: se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei na porta das escolas com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual. A violência contra qualquer pessoa, por qualquer motivação, vai ser prioridade deste governo”, prometeu.

Fonte: G1

Foto: Autor desconhecido, reprodução do Google.

Notícias relacionadas

Edital do IBGE vai ser lançado dia 18; Salário de até R$ 7,6 mil

Junior Oliveira

UFPI abre seleção para professor de jornalismo; salário de R$ 3.017,58

Junior Oliveira

Criança morre e pai fica ferido em grave acidente no Piauí

Maciel Sousa

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais