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21 de junho de 2021
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Operação do MP investiga desvio de R$ 10 milhões com empresas de fachada no Piauí

Ministério Público do Piauí estima desvio de 10 milhões de reais — Foto: Reprodução/MPPI

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Piauí (Gaeco) realizou, na manhã desta sexta-feira (14) a operação “CNPJ Premiado”, para cumprir 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Teresina e Elesbão Veloso, no Norte do Piauí.

Segundo o Ministério Público (MP), a operação contou com o apoio da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e do Tribunal de Contas do Piauí. O objetivo é investigar um grupo criminoso suspeito de desviar recursos públicos em municípios piauienses.

Empresas de fachada

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Tribunal de Contas do Piauí participaram da Operação "CNPJ Premiado" — Foto: Reprodução/MPPI

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Tribunal de Contas do Piauí participaram da Operação “CNPJ Premiado” — Foto: Reprodução/MPPI

Segundo o promotor de justiça e integrante da Gaeco José William, os desvios aconteciam por meio de empresas de fachada que teoricamente ofereciam serviços de coleta de lixo, locações de veículos e obras. Estima-se que o valor desviado ultrapassa os R$ 10 milhões.

“O pregoeiro favorecia empresas, muitas dessas criadas e administradas pelo contador do município. Empresas de fachada, que não têm sede real, que passaram a receber recursos públicos de Elesbão Veloso e outros municípios da região”, contou o promotor.

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Teresina e Elesbão Veloso — Foto: Reprodução/MPPI

Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Teresina e Elesbão Veloso — Foto: Reprodução/MPPI

O promotor de justiça informou que a operação investiga pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina para servidores públicos e familiares de um ex-gestor do município de Elesbão Veloso.

O nome da operação “CNPJ Premiado” refere-se aos contratos realizados antes da criação de empresas, ou seja, funcionários receberiam pagamentos sem sequer iniciar a prestação de serviços, conforme o MP.

Fonte: G1-PI

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