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24 de maio de 2019
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Economia Geral

Piauí deve receber R$ 6 milhões para segurança pública

O deputado federal Fábio Abreu criticou, nesta sexta-feira (08), durante entrevista que concedeu a Amadeu Campos, no Programa Agora, a demora para o repasse de recursos, na área da segurança pública, pelo Governo Federal. Ele afirmou que o Piauí só passará a receber estes recursos no mês de outubro.

Para o deputado, não se justifica a demora, sobretudo por ser a violência um problema urgente a ser solucionado. “Durante a campanha, o presidente defendeu a bandeira da segurança pública, mas você ver que o que vai ser feito na prática é apenas em outubro. Esse é inclusive um questionamento que faço sobre essa demora da distribuição de recursos. O Piauí está pronto para receber os recursos federais”, disse. 

O Estado deve receber do governo federal cerca de R$ 6 milhões, o que o deputado considera um valor abaixo do esperado. “Tenho acompanhado algumas reuniões em Brasilia relacionadas à segurança pública e em uma delas se fez um cronograma de distribuição dos recursos. Primeiro estabeleceu-se um teto de R$ 500 milhões e o critério de distribuição será 50% para os estados e 50% para o ministério. Com isso, nosso estado vai receber apenas R$ 6 milhões”, pontuou.

Fábio Abreu também fez críticas a alguns pontos da reforma da Previdência, a presentada pelo governo Bolsonaro. Ele acredita que os pontos que tratam da aposentadoria de trabalhadores ruais e ainda sobre o Benefício de Prestação Continuada devem ser todos retirados da proposta, devido sua inadequação com a realidade de cada trabalhador. “A questão do trabalhador rural, não podemos jamais propor aquilo que está no projeto, acredito que seja algo irreal, principalmente para a realidade do nordestino, eu já trabalhei na roça, entrava 7h e saia às 5h da tarde e imagina fazer isso por mais de 60 anos, sob o sol escaldante que é o do nosso estado. Quanto ao Benefício de Prestação Continuada, a ideia do governo é reduzir esse benefício, que hoje é um salário mínimo, para 400 reais. Muitas pessoas têm nesse recurso a possibilidade de comprar remédio, por exemplo, então você imagina isso sendo reduzido para menos da metade”.

Um outro ponto levantado por Fábio Abreu sobre a reforma é em relação aos militares, ele não acredita que, em relação à idade, haja flexibilização (hoje os militares se aposentam com 30 anos de contribuição e a proposta prevê um aumento para 35 anos), mas afirmou que está buscando outros direitos para os militares, para que haja uma compensação. “Estamos buscando outros direitos que outras categorias já têm e não existem para os militares. Primeiro a alíquota que vamos estar equiparando será ao Exército, que passa de 7,5 para 10,5%. No Piauí já se paga 14%. Com a possibilidade de que o governo arque com a diferença. O nosso consenso é de que as reformas ou as consequências da reforma seja para quem está entrando, ou seja, que os policiais que já estão hoje permaneçam no regime que já estão. É isso que vamos propor ao Bolsonaro”, afirmou.

Quanto à candidatura à Prefeitura de Teresina, ele conta que a prioridade é o seu mandato e a gestão à frente da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. “A conversa que tive com o governador foi no sentido de dar prioridade à gestão. Quanto ao mandato, essa questão de ser candidato ou não à Prefeitura depende muito do povo e partindo deles é que se tomam as decisões no tempo certo, e o tempo certo é o ano que vem. Meu foco são o mandato e a gestão, nós temos que fazer um planejamento e focar naquilo que podemos executar”, finalizou.

Meionorte

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