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16 de junho de 2019
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Piauí possui reservatórios de água sem controle e fiscalização

A comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Piauí realizou audiência pública para discutir a situação das barragens do Estado. De acordo com o deputado Francisco Limma (PT), autor do requerimento que pediu a realização da audiência, a Casa quer a elaboração de um plano de segurança das barragens.

“Estamos levantando informações sobre a situação atual de todas as barragens. Temos dificuldades até de identificar quantos são e quem são os responsáveis pela gestão. A partir daí compreenderemos quais delas  tem o plano de gestão e segurança para propor uma regulamentação com o plano de segurança. Quando tem os acidentes ocorrem muitas especulações e as vezes tem mentiras a respeito disso. A ideia é que a comissão de infraestrutura possa fazer esse debate e a Assembleia possa aprovar o plano de segurança”, disse.

O diretor presidente do Idepi (Instituto de Desenvolvimento do Piauí), Geraldo Magela, a instituição tem acompanhado de perto a situação das barragens de Emparedado, em Campo Maior, e do Bezerro, em José de Freitas.

“Acompanhamentos de forma rotineira às barragens do Estado do Piauí. Fazemos vistorias constantes. No período de chuva aumentamos o nível dessas vistorias. É importante salientar que acompanhamos a questão estrutural. A questão física da parede da barragem, a estrutura física. No momento atual podemos dizer que nenhuma das barragens apresenta risco iminente, elas precisam de acompanhamento. São as barragens de Bezerro, em José de Freitas, e Emparedado em Campo Maior. Estamos com projeto pronto para a inauguração. Falta autorização do Ministério do Desenvolvimento regional. Serão R$ 4 milhões para a Emparedado e R$ 16 milhões a barragem de Bezerro”, destacou.

O diretor de recursos hídricos da Semar, Marcos Felinto, afirma que as barragens do Piauí são classificados com alto risco.

“A competência da Semar é de fiscalização, as barragens encontro potencial  alto e categoria de risco alto. Não significa dizer que exista risco de rompimento. A questão é que existem comunidades com aglomerado de pessoas, uma fauna e flora muito rica próxima a barragem. Em eventual rompimento pode causar grande prejuízo.  Temos a obrigação de classificar alto. Não verificamos aspectos estruturais. Isso compete aos órgãos empreendedores que são o Idepi e o Dnocs”, disse.

Felinto afirma que existem espelhos de água e reservatórios sem regularização. Eles estariam em propriedades privadas.

Analisando imagens de satélite, verificamos que espelho de água com área total de  até 20 hectares temos identificadas 318. Não significa que são barragens, mas são barramentos de água. Podem ser lagos naturais ou barragens privadas de fazendas. Temos um projeto de identificação essas barragens para que possamos verificar categoria de risco, identificando quais são as empresas para exigir a regularização.

Fonte: Lídia Brito / CidadeVerde

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