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18 de maio de 2022
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Piauí registrou 2 assassinatos de transexuais em 2021, diz pesquisa

Assassinatos de transexuais / Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O Piauí registrou dois assassinatos de transexuais em 2021, ficando em 20º lugar no ranking de mortes entre todos os estados do país. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O número se manteve o mesmo em relação a 2020, quando o estado ocupou a 22º colocação. Neste sábado, dia 29, é comemorado o Dia da Visibilidade Trans.

De acordo com o dossiê, em números absolutos, São Paulo foi o estado que mais matou a população trans em 2021, com 25 assassinatos, se mantendo no topo do ranking pelo terceiro ano consecutivo; seguido da Bahia, que saiu da terceira posição para a segunda, com 13 casos; Rio de Janeiro em terceiro, que aumentou de 10 casos em 2020 para 12 em 2021. Não foram registrados casos em Roraima e Tocantins.

De todos os casos registrados no país, o perfil das vítimas aponta que 5% das vítimas tinham entre 13 e 17 anos, 53% tinham entre 18 e 29 anos; e 28% era a idade daquelas entre 30 e 39 anos. A idade média das vítimas foi de 29,3 anos.

Série histórica

Entre 2017 e 2021, o Piauí registrou 8 assassinatos de pessoas trans. No ranking por estado, levando em consideração dados absolutos, São Paulo, com 105 casos, aparece em 1º. Em 2º, o Ceará com 73 casos e a Bahia em 3º com 72 assassinatos.

Pela primeira vez nesta série histórica, a maior concentração dos assassinatos foi observada na região sudeste, com 49 assassinatos (35% dos casos). Em seguida, vemos a região nordeste, com 47 casos (34%) casos; a região centro-oeste com 15 (11%) assassinatos; o Norte, com 14 (10,5%) casos; e o sul com 13 (9,5%) assassinatos.

Segundo a Antra, os dados apresentados na pesquisa, além de denunciarem a violência, explicitam a necessidade de políticas públicas focadas na redução de homicídios contra pessoas trans, traçando um perfil sobre quem seriam estas pessoas que estão sendo assassinadas a partir dos marcadores de idade, classe e contexto social, raça, gênero, métodos utilizados, além de outros fatores.

“Um dos principais objetivos dessa pesquisa é o levantamento de informações sobre os assassinatos e as violências contra pessoas trans brasileiras para confrontar a omissão do estado frente à necessidade do tipo de informação, para que sejam pensadas políticas públicas e traçadas estratégias de enfrentamento e erradicação da transfobia”, diz trecho do documento.

Hérlon Moraes (Com informações da Antra)

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