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6 de dezembro de 2022
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Piauí tem 719 pessoas na fila de espera para transplante de órgãos; Central faz campanha

Fotos: Ascom

No Piauí, 719 pessoas estão na fila de espera para receber um órgão ou tecido, segundo dados da Central Estadual de Transplante do Piauí divulgados nesta segunda-feira (26). Desse total, 387 aguardam por uma córnea e 332 esperam para receber um rim. Durante esta semana, o Piauí realiza uma campanha sobre a importância da doação de órgãos.

Ainda de acordo com a Central, de janeiro a setembro de 2022, o estado realizou 127 transplantes de córneas e 21 de rim. Também foram efetivadas 11 retiradas de fígado e até este mês, no Piauí, foram 58 doações de pacientes que tiveram parada cardiorrespiratória e 15 através de pessoas que faleceram por morte encefálica.

Já em relação ao ano passado, o levantamento aponta que em todo o ano de 2021 foram realizados 32 transplantes de rim e 183 de córnea, além da retirada de 23 fígados para doação. No mesmo ano, ocorreram 86 doações de pacientes que faleceram por parada cardiorrespiratório e 26 por morte encefálica.

Para tentar vencer a desproporção entre o número de pacientes na lista e o número de transplantes realizados, a Central Estadual de Transplante realiza entre os dias 26 a 30 de setembro uma campanha e diversas atividade alusivas à causa.

A Campanha “Doe Órgãos a Vida Precisa Continuar” tem seu evento principal no dia 27 de setembro, Dia Nacional do Doador de Órgão e Tecidos, que será marcado por uma celebração, que acontecerá às 09 horas na Capela do Hospital Getúlio Vargas, em homenagem a todos os doadores do Piauí.

“Vamos estar a semana toda visitando os hospitais, pois são os pontos onde estas doações normalmente acontecem, levando as informações que são essenciais para o esclarecimento sobre a necessidade da doação de órgãos. E no dia 28 também faremos uma caminhada na Ponte Estaiada em prol da doação de órgãos e tecidos”, explica a coordenadora da Central de Transplantes do Piauí, Lourdes Veras.

Confira aqui a programação completa 

No Brasil, a remoção de órgãos só pode ser realizada após a autorização da família. A legislação determina que a família seja a responsável pela decisão final. A melhor maneira de garantir efetivamente que a vontade do doador seja respeitada, é fazer com que a família saiba sobre do desejo de doar do parente falecido. Na maioria das vezes os familiares atendem a esse desejo, por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários.

Lourdes Veras reforça que é importante conscientizar a população sobre todas as etapas do procedimento, que começa com o diagnóstico de morte encefálica de um potencial doador e termina na recuperação do paciente que recebeu um novo órgão.

“Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). É preciso sensibilizar a sociedade para as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto”, lembra Lourdes Veras.

A coordenadora frisa ainda que apesar da morte de um ente querido ser uma situação difícil, o ato de doar pode trazer esperança para muitas pessoas.

A morte de um ente querido é sempre uma situação difícil para toda a família, mas é justamente nesse momento de perda que o sofrimento pode ser transformado em um ato de esperança ao dar uma nova vida para pessoas que aguardam em lista de espera por um transplante de órgãos ou tecidos. Precisamos conscientizar ao povo do Piauí que essa atitude pode trazer esperança para muitas pessoas”, reforça.

Com informações da Sesapi

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