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6 de junho de 2020
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PM do Piauí impede militares de opinarem sobre política

Portaria foi assinada pelo coronel Lindomar Castilho, comandante-geral da PM do Piauí - Foto: O Dia

Uma portaria emitida pelo Comando Geral da Polícia Militar do Piauí estabelece uma série de normas e condutas que devem ser obedecidas pelos policiais durante entrevistas aos meios de comunicação. No documento, também fica estabelecido um regramento quanto ao uso das mídias sociais por parte dos homens da PMPI.

A portaria é assinada pelo Comandante Geral, Coronel Lindomar Castilho, e é destinada a todos os integrantes da corporação. Na justificativa, o comandante geral aponta para a necessidade de ‘estabelecer critérios da padronização da conduta dos policiais militares’. 

Entre os pontos polêmicos da portaria está o que estabelece que nenhum policial militar poderá conceder entrevista sem estar “expressamente autorizado e orientado pelo Comandante-Geral da PMPI ou pela Diretoria de Comunicação da PMPI”. 

De acordo com o documento, os policiais militares do Piauí também ficam proibidos de “fazer referência, comentar ou opinar, pela Imprensa e Mídia em geral, sobre assuntos político-partidários”, bem como participar de debates, em meios de comunicação ou redes sociais, sem autorização expressa do Comando Geral. 

Outro ponto polêmico é o que proíbe os policiais de utilizarem elementos que permitam a identificação da Polícia Militar, como fardamentos, por exemplo, em entrevistas na imprensa ou redes sociais, com a finalidade exclusiva de colocar em evidência sua imagem pessoal. 

O texto da portaria atinge diretamente os militares que pretendem disputar cargos eletivos nas eleições municipais de 2020, que já começaram a utilizar as redes sociais para promover suas ideias e propostas. 

A portaria do Comando Geral vem sendo questionada por associações que representam os policiais militares. A Associação dos Oficiais Militares informou que está analisando o documento, através de seu departamento jurídico e não descarta a possibilidade de acionar a justiça para derrubar alguns pontos.

Por: Natanael Souza, do Jornal O Dia

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