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27 de julho de 2021
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Polícia faz buscas para apurar denúncia de cães mortos por choque no Piauí

Mais de um cão teria sido morto por choque (Foto: divulgação PC-PI)

A Polícia Civil do Piauí cumpre mandado de busca e apreensão, na tarde desta terça-feira (20), no Centro de Zoonoses da cidade de Barras, no interior do Piauí, para apurar denúncia de maus-tratos. O delegado Ayslan Magalhães registrou boletim de ocorrência de ofício após ter acesso a fotos e vídeos em que cães apreendidos pelo órgão estariam sendo eletrocutados. Nas imagens, um animal aparece sendo levado em um carrinho de mão após ser morto. O titular da delegacia regional de Esperantina completa que, com a alteração na Lei de Crimes Ambientais, a pena por maus-tratos a cães e gatos pode chegar até a cinco anos de reclusão e o crime só prescreve após 12 anos.

Foto: divulgação PC-PI

“Solicitei mandado de busca e apreensão ontem (19) e foi executado hoje pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) que vai ficar com o caso. A denúncia é atual. O veterinário responsável pelo Centro de Zoonoses confirmou que os animais eram eletrocutados, mas antes eram sedados. Só que precisa confirmar isso. Analisei resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária sobre o tema e consta que é permitido, desde que sejam sedados e não sintam nenhum tipo de dor”, explica Ayslan Magalhães.

O delegado ressalta que para a eutanásia por eletrocussão é necessário que seja comprovada toda a documentação com os dados do animal e os sedativos aplicados.

“Como a pena de maus-tratos é de até cinco anos, a prescrição se regula em 12 anos, da data em que o fato ocorreu, ou seja, a gente ainda tem 12 anos para investigar e os responsáveis pelo crime de maus-tratos”, explica Ayslan Magalhães.

Bicharada esclarece que a leishmaniose (calazar) é uma doença que pode ser tratada com medicamento autorizado pelo Ministério da Agricultura. Por outro lado, infelizmente, o tratamento ainda não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual.

CCZ emite nota

A direção do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem a público esclarecer que, no tocante ao controle do calazar, o CCZ obedece a um protocolo legal recomendado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinaria, que tem por objetivo evitar que cães que precisam ser sacrificados passem por sofrimentos.

A rotina inclui realização de teste rápido para o calazar. Este dando positivo, a equipe do CCZ juntamente com os agentes de endemias, submetem o cão a um exame mais específico: uma sorologia sanguínea, que é enviada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen). Dependendo do resultado – positivo ou negativo – e das condições clínicas, o animal pode ser destinado a eutanásia.

No CCZ, a eutanásia é feita, com o animal previamente sedado, anestesiado, através da utilização do pré-anestésico Acepran. Depois com o anestésico Ketamina, composição esta que impossibilita o animal a sentir qualquer dor mínima, como também impede que passe por sofrimento.

Nos casos de leishmaniose avançada, o sacrifício é inevitável porque, além dos cães, as pessoas podem ser contaminadas, ficar com sequelas graves e até morrer em decorrência da enfermidade. A propagação precisa ser evitada para a proteger a população.

Fonte: CidadeVerde

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