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3 de dezembro de 2021
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Polícia indicia estudante de medicina do Piauí pelos estupros de irmãs e prima

Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) — Foto: Lucas Marreiros / G1

A delegada Camila Miranda, da Delegacia de Proteção aos Direitos da criança e do Adolescente (DPCA) de Teresina, confirmou nesta sexta-feira (15) que concluiu os três inquéritos e indiciou o estudante de Medicina, de 22 anos, pelo crime de estupro de vulnerável contra as irmãs dele de 3 e 9 anos, e contra uma prima de 13 anos. A defesa do estudante não foi localizada para comentar o caso.

Ele ainda é investigado por outro estupro ocorrido contra uma prima, de 15 anos, mas a investigação está sendo conduzida pela Delegacia da Polícia Civil de Luís Correia, no litoral do Piauí, onde o crime ocorreu.

Camila Miranda explicou que com a conclusão do inquérito, ainda irá encaminhar os autos para o Ministério Público do Estado, para que seja proposta uma ação penal contra o estudante de medicina.

A mãe de uma das vítimas soube do caso em setembro deste ano e procurou a Delegacia de Proteção aos Direitos da Criança e do Adolescente (DPCA), que fez o pedido da prisão. O caso está sob sigilo e o g1 não divulgou as identidades dos envolvidos para preservar as vítimas.

Segundo a delegada, os depoimentos das vítimas, ouvidas por profissionais para que não fossem revitimizadas, indicam que os abusos aconteciam em um contexto familiar, nas casas da família das vítimas e do suspeito.

Ela informou que esses depoimentos indicam a autoria dos crimes. O delegado geral da PCPI, Luccy Keiko Paraíba, reforçou que nesses casos a palavra da vítima tem um peso ainda maior.

“São casos que ocorrem só na presença da vítima e do autor, não há testemunhas muitas vezes e como as denúncias podem demorar a ser feitas, acaba que o peso dos relatos e da palavra das vítimas é bem maior”, disse ele.

Segundo Camila Miranda, com os depoimentos, foi possível constatar que os abusos iniciaram quando o rapaz ainda era menor de idade. Uma das vítimas sofreu os abusos dos cinco aos 10 anos, de acordo com a delegada.

Foragido

Agora, a polícia informou que tenta localizar e prender o indiciado. Buscas foram feitas em cinco endereços na capital piauiense e em outro em Manaus (AM), mas ele não foi encontrado em nenhum dos locais. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça no dia 7 de outubro.

Polícia Federal foi acionada e emitiu alerta para os aeroportos após o estudante de medicina suspeito de estupro de vulnerável ser considerado foragido.

Família quer justiça

A mãe de uma das vítimas de abusos sexuais disse ao g1 que a família espera justiça no caso. Ela disse que espera que a repercussão ajude a fazer com que o estudante seja reconhecido de forma mais rápida e seja preso, principalmente porque a família tem medo que o rapaz fuja do Brasil. Ela explicou que tem medo que mais crianças possam ser vítimas.

“O desejo de toda a família é apenas que ele pague, que seja preso. Que ele cumpra a decisão, pois o mandado de prisão está aí. Que ele seja barrado, seja reconhecido, que tenha repercussão, no Brasil, mundial, para prender ele, porque ele não vai parar”, afirmou.

Vítima tem dificuldade de conviver com homens

A mãe de uma das meninas que teria sido vítima do estudante contou que a família ficou destruída após a descoberta dos casos. Segundo ela, a menina tem dificuldade e medo de conviver com homens. Esse foi, de acordo com a mãe, um dos primeiros sinais percebidos pela família de que a menina estava com problemas psicológicos.

Depois de conversar com a menina, mãe da garota e a ex madrasta do estudante denunciaram o rapaz à polícia. Duas irmãs e duas primas teriam apontado o jovem como autor dos abusos.

“Ele destruiu [nossa família], assim de uma forma que eu jamais, nem nos meus piores pesadelos eu pensei que estaria passando por isso. De você ver o seu pai, a sua mãe, todo mundo sem chão, sem saber o que fazer”, declarou a mãe de uma das garotas.

Fonte: G1-PI

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