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19 de agosto de 2019
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Economia Geral

Presidente revela que servidor da Cepisa ganhava até R$ 36 mil por mês

O presidente da Cepisa, Nonato Castro, explicou que nos primeiros dois anos de gestão da Equatorial está sendo feito um “enxugamento” da empresa, baseado na produtividade. Segundo ele, há funcionários recebendo até R$ 36 mil.

“Estamos começando a cortar pelos maiores salários”, declarou o gestor, acrescentando que antes do lançamento do Plano de Desligamento Voluntário (PDV), haviam sido demitidos cerca de 60 funcionários.

“Ainda está sendo feita uma análise do quadro geral da Cepisa. Tem muita gente sem fazer nada porque não tem o que fazer. Aqui eu tenho 1 milhão e 300 mil clientes [consumidores] e mais de 2 mil funcionários. No Pará, eu tenho 2,8 milhões de clientes e pouco mais de 1 mil funcionários”, comparou.

O gestor afirmou que dividindo o montante pago em salários pelo número de funcionários o valor da média salarial da Cepisa é de R$ 12,6 mil. “Isso é insustentável”, considera.

Nonato Castro citou como exemplo de postos que devem ser cortados o caso de uma secretária da diretoria da distribuidora piauiense morando em Brasília. “Além disso, tem gente aposentada recebendo ticket alimentação e adicional de periculosidade, que são benefícios pagos para quem está na ativa, mas a pessoa entra na justiça, ganha e a Cepisa não estava recorrendo”, revela o presidente.

O gestor afirma que sua meta é conseguir fazer a Cepisa gerar lucro até o ano de 2021, além disso, até essa data, a empresa deve compor o quadro das 10 melhores distribuidoras do país.

“Eu não tenho um número específico de quantas pessoas podem ser demitidas. Mas desde o começo fui claro quanto a isso: vai haver demissão, sim, porque precisamos enxugar o quadro. Então, até 2021 estaremos voltados para isso, porque temos que cumprir a meta, mas vamos ficar muita gente, tem gente que merece ficar, que é produtivo”, esclarece.

Nonato Castro afirmou que a Cepisa seguirá o mesmo modelo de gestão das demais empresas comandadas pela Equatorial, baseado nos pilares meritocracia, resultado, gente e liderança.

“Nós temos um modelo de gestão no qual o mercado confia. Nossos colaboradores têm metas, recebem prêmios por produtividade, são cobrados e fiscalizados. Até os presidentes são fiscalizados”, pontuou.

Nonato Castro é engenheiro elétrico e foi presidente da Celpa, distribuidora de energia do Pará, que também é comandada pela Equatorial. Ao assumir a Cepisa, a Equatorial assumiu também uma dívida de R$ 2,5 bilhões, que está sendo negociada. “A dívida da Celpa era maior, R$ 3,2 bilhões e conseguimos bons resultados. As ações da empresa valorizaram”, ressaltou o presidente.

Fonte: CidadeVerde

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