22.7 C
Piauí
24 de maio de 2019
Cidades em Foco
Internacional Política

PT pede para TSE remover post e multar Eduardo Bolsonaro

A campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para determinar a retirada de um post de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do Twitter.

O partido pede ainda para que ele seja multado por causa da publicação, apontada pelo PT como propaganda irregular. Durante a votação deste domingo, circularam vídeos em redes sociais de eleitores do presidenciável que estariam “filmando a urna eletrônica enquanto votavam e, ainda, exibindo armas para a filmagem, dentro da cabine de votação”, diz o PT.

O partido anexou uma imagem de publicação feita por Eduardo Bolsonaro na qual ele estimula os eleitores a registrarem imagem do voto: “Prezados, em caso de problemas com a urna filmem, de preferência gravem lives e falem o estado zona e seção onde está ocorrendo o problema”, diz o post.

A campanha de Haddad também incluiu imagens com armas nas urnas que circularam em redes sociais.  “Conforme se pode perceber, o voto fica totalmente visível, bem como o encerramento da votação, confirmando o voto no candidato representado e, ao final, ainda é reforçada a imagem da arma, de forma manifestamente intimidatória”, diz o PT.

“A proibição de propaganda no dia do pleito visa manter o equilíbrio da disputa, de forma que o candidato que se beneficiar de manifestações públicas de apoio ao voto, estará ultrapassando seus opositores de forma desleal, uma vez que as regras devem ser aplicadas a todos”, acrescenta.
A campanha destaca que a violação do sigilo do voto constitui crime eleitoral.

De acordo com o partido, “cabe ao candidato [Jair Bolsonaro] comunicar à sua militância sobre as regras do jogo eleitoral, para que ninguém cometa ilícitos que podem prejudicar a própria campanha, no entanto, não parece que é isso que o representado tem feito, uma vez que seus filhos divulgaram na internet a intenção de filmar a votação”.

Eduardo Bolsonaro 1720

@BolsonaroSP

Prezados, em caso de problemas com a urna filmem, de preferência gravem lives e falem o estado zona e seção onde está ocorrendo o problema.

O PT entrou ainda com outro processo contra a campanha do adversário, no qual pede imediata retirada dos conteúdos ofensivos de alguns links no Facebook, Twitter e YouTube por, segundo a legenda, propagarem fake news (notícias falsas disseminadas na internet).

O PT afirma que as fake news podem ser dividas em seis categorias: sexualidade (partido e “membros da ala gay” estariam perseguindo evangélicos); imagem dos candidatos (Haddad teria retirado cobertores de mendigos em pleno inverno); plano de governo da coligação (união com MST e argumentos que nazismo sempre teria sido uma ramificação do comunismo); eleições (agências de checagem estariam a serviço do PT e classificariam como falsos os posts da direita); corrupção (PT teria dado dinheiro do BNDES para ditaduras africanas); e fraude em urnas eletrônicas).

“Não podem os representados empregar com tamanha irresponsabilidade seu espaço nas redes sociais para circulação de afirmações infundadas, injuriosas e difamatórias que visam, única e exclusivamente, manipular a opinião pública por meio de mentiras”, diz o PT na ação.

O PT prepara outros pedidos ao tribunal. No domingo, Eduardo Bolsonaro obteve 1.843.735 de votos para sua reeleição e se tornou o candidato a deputado federal mais votado da história do Brasil, em números absolutos. Sozinho, o filho do capitão reformado conquistou 8,74% dos votos.

LETÍCIA CASADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Notícias relacionadas

TRE cancela 1.100 diretórios no Piauí e proíbe pré-candidaturas de partidos irregulares

Junior Oliveira

Ex-governador Zé Filho é internado às pressas em Teresina

Junior Oliveira

Inep divulga notas do Enem na sexta-feira (18) através da internet

Maciel Sousa

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais