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22 de setembro de 2019
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Quase 100 mil alunos de escolas irregulares do Piauí podem ficar sem certificado

Cerca de 100 mil alunos matriculados em escolas municipais no interior do Piauí correm o risco de concluir os estudos e não receber o certificado, devido à falta de regularização dessas unidades perante ao Concelho Estadual de Educação. O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) esteve em 11 municípios e constatou situações adversas, como escolas de taipa, salas de aula e banheiros improvisados, e carros utilizados para o transporte dos alunos sucateados.

O TCE-PI recebeu denúncias envolvendo 66 cidades no Piauí. Nesses municípios, as escolas estariam funcionando de forma irregular, sem autorização do Concelho Estadual de Educação. De acordo com o órgão, os alunos correm o risco de concluir os estudos e não receber o diploma.

“Os maiores prejudicados são os alunos, nós fizemos um levantamento e em torno de 97 mil alunos estão estudando nesses municípios que não tem autorização de funcionamento, isso quer dizer, que quando precisarem se matricular em uma curso superior, não terão seus diplomas reconhecidos”, disse o chefe da Divisão de Fiscalização Educação do Tribunal, Gilson Araújo.

Na tentativa de encontrar uma solução para o problema, o Tribunal realizou uma reunião com representantes dos municípios. A intenção de imediato é regularizar o funcionamento das escolas.

“Se não melhorarmos nossa educação nos municípios, como poderemos melhorar nossos índices educacionais? Estamos abertos para orientar os municípios para que possamos ofertar uma educação com mais qualidade social”, contou a presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Piauí (Undime-PI), Cleidimar Tavares.

O Conselho cobra das prefeituras providências, que segundo o presidente Carlos Alberto Pereira, já duram há anos. “O dinheiro que é liberado para as escolas é do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O TCE faz a fiscalização desses recursos, nossa preocupação é com essa liberação de recursos para escolas que não possuem autorização de funcionamento”, comentou.

Fonte: G1

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