22.4 C
Piauí
27 de junho de 2022
Cidades em Foco
Entretenimento Geral Internacional

Recife anuncia censura a manifestações políticas durante as festas de São João

Festa, shows, multidão - Foto: Cidades em Foco

A Prefeitura do Recife proibirá manifestações políticas dos artistas contratados para se apresentarem na festa de São João, prevista para ocorrer entre 10 e 20 de junho.

A determinação consta no edital da Secretaria de Cultura da capital pernambucana para contratação dos artistas, que se encerra no fim deste mês.

“Não será permitida a veiculação de nenhum tipo de propaganda partidária e de nenhum tipo de propaganda política […], em atendimento às normas previstas na legislação eleitoral”, diz o trecho do edital, publicado no site da prefeitura.

O edital não deixa claro o que caracteriza propaganda partidária ou política. Procurada, a Prefeitura do Recife não esclareceu a duvida, mas afirmou que o documento cumpre as exigências da Lei Eleitoral.

“A liberdade de expressão é direito de todos, poder preservado com afinco pela gestão municipal, que defende as diferenças, motivo pelo qual não permitirá ou patrocinará a realização de atos em benefício de bandeiras partidárias de quaisquer candidatos”, diz a nota enviada à reportagem.

O São João de Caruaru, cidade localizada a 136 quilômetros do Recife, também determinou em seu edital que qualquer atração “que expresse conteúdo político de qualquer natureza” não seria contratada e que o descumprimento da cláusula poderia levar à suspensão de cachês.

Depois de o caso ter sido noticiado pelo jornal Folha de S.Paulo, no entanto, a Prefeitura de Caruaru negou que haverá censura e atribuiu o imbróglio à redação equivocada do edital.

A proibição surge cerca de um mês e meio após Pabllo Vittar ter mostrado uma toalha com o rosto do ex-presidente Lula e feito um sinal de “L” com a mão no palco do Lollapalooza, festival de música que ocorreu no último fim de semana de março em São Paulo.

A equipe do presidente Jair Bolsonaro questionou a organização do festival. Seu partido, o PL, acionou o TSE por suposta propaganda eleitoral irregular no evento, alegando que a legislação só permite campanha política a partir de 16 de agosto.

O tribunal acatou parcialmente o pedido e determinou multa de R$ 50 mil para o festival se houvesse outras manifestações a favor ou contra qualquer candidato ou partido no Lollapalooza. A produtora do evento, T4F, entrou com recurso e manteve a liberdade de expressão dos artistas.

Fonte: Folhapress

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais