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14 de agosto de 2020
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Relatório epidemiológico revela interiorização do coronavírus no Piauí

Relatório epidemiológico do Comitê de Operações Emergenciais (COE) mostra que o novo coronavírus está se interiozando no Piauí, após a Capital e o litoral do Piauí, terem sido o epicentro da doença. No momento, regiões que abrangem a cidade de Piripiri, ao Norte do estado, e Bom Jesus, no extremo Sul do estado, apresentam risco de contaminação alto. Nas demais regiões há tendência de queda.

“Foi a primeira vez que o risco apresentou tendência de queda, mas a gente sempre faz a ressalva que isso coincidiu com a reabertura de atividades econômicas. Então, o impacto dessa reabertura será sentido mais na frente. Não dá para a gente ter certeza que essa tendência de queda vai se manter agora dentro do aumento da circulação de pessoas”, alerta Bruno Ribeiro, médico intensivista e membro do COE.

Sobre o alto risco na cidade de Bom Jesus, além da interiorização, o médico cita a situação da implantação dos leitos de UTIs.

“Lá está na fase final de implantação de leitos de UTIs e isso entra na conta do risco. Se eles não estão ainda plenamente funcionando, então, eleva o risco. No momento que forem abertos, o risco automaticamente vai cair”, explica Ribeiro.

O cálculo do risco epidemiológico é baseado em parâmetros que medem a propagação da doença (número de casos, número de internações e número de óbitos) e parâmetros que medem a capacidade do sistema hospitalar (porcentagem de leitos de UTIs desocupados, leitos clínicos desocupados e a proporção de leitos com ventiladores para cada 100 mil habitantes).

Em entrevista ao Notícia da Manhã, o médico intensivista destacou ainda que as medidas restritivas de circulação de pessoas foram fundamentais para evitar o colapso do sistema.

“O colapso é quando a lotação das UTIs passa de 90%  e chega ao ponto de pessoas estarem precisando de vagas de UTIs e não conseguirem. No Piauí, isso não aconteceu, em grande parte, porque as pessoas seguiram o distanciamento. As medidas mais rigorosas aos fins de semana também ajudaram pois há tendência das pessoas relaxarem o isolamento, uma vez que já são quase quatro meses da pandemia”, finaliza Bruno Ribeiro.

Fonte: Graciane Sousa / CidadeVerde

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