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17 de outubro de 2021
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Sesapi faz alerta sobre consumo de alimentos contaminados e doença da urina preta

Peixes / Foto: Arquivo/Cidadeverde.com

Em nota publicada na manhã desta terça-feira (21), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Piauí (Cievs-PI), fez um alerta à população sobre o crescente número de casos suspeitos da Doença de Haff/urina preta em alguns estados do país. Segundo a Sesapi, a nota é de cunho informativo, uma vez que o Piauí não registrou nenhum caso suspeito ou confirmado da doença.

A doença de Haff, causada pela ingestão de peixes ou crustáceos contaminados, deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares e insuficiência renal, já foi diagnosticada em pelo menos sete estados brasileiros, dentre eles Amazonas, Bahia, Ceará e Pará. Os sintomas aparecem de duas a 24 horas após o consumo dos alimentos contaminados.

De acordo com a nota do Cievs, a contaminação se dá por meio de uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, badejo, piratinga, arabaiana ou em crustáceos, como a lagosta, caranguejo e o camarão. A toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada.

Segundo a coordenadora de Epidemiologia da Sesapi, Amélia Costa, o Cievs está monitorando os casos ocorridos em outros estados com o objetivo de antecipar as ações com maior eficiência em prol da segurança alimentar da população piauiense.

De acordo com a coordenadora, o pescado proveniente de empreendimentos que promovam boas práticas de manejo e manipulação, tanto na produção, quanto na sua comercialização, não representam riscos.

No entanto, a epidemiologista alerta que é importante o consumidor observar a forma que o pescado está acondicionado.

“Esses alimentos devem sempre ser guardados em baixa temperatura, e consumidos o mais breve possível após sua compra, evitando deixá-los muito tempo na geladeira, já que as condições sanitárias são importantes para evitar contaminação”, garante Amélia Costa.

Da Redação / Ascom

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