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9 de julho de 2020
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Suspeito de se passar pelo senador Ciro Nogueira para aplicar golpes é preso no Piauí

Homem foi preso em flagrante em um condomínio, suspeito de se passar pelo senador Ciro Nogueira. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem que não teve o nome informado foi preso nessa quarta-feira (3), na Zona Leste de Teresina, suspeito de se passar pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas) para aplicar golpes. Segundo a polícia, ele agia por meio das redes sociais praticando o chamado “estelionato do amor”, envolvendo as vítimas, preferencialmente mulheres, e pedindo dinheiro para supostas ações de caridade.

G1 procurou a assessoria do senador, que informou que não se vai se pronunciar sobre o caso e que o assunto está a cargo da polícia civil.

Nessa quarta-feira (3), a polícia recebeu a informação de que o homem iria receber mais um valor em dinheiro, produto de golpe, e fez a prisão em flagrante em um condomínio da Zona Leste da capital.

‘Estelionato do amor’

A abordagem às vítimas acontecia pelas redes sociais. Segundo a polícia, após estabelecer contato e relação de confiança, o homem solicitava que as vítimas realizassem transferências bancárias, além de doação de bens para supostos trabalhos sociais.

“Ele vinha se passando pelo senador Ciro Nogueira, escolhia preferencialmente vítimas mulheres e fazia o que a polícia chama de ‘estelionato do amor’, envolvia as pessoas usando identidade falsa, de uma figura pública, e pedia dinheiro, supostas doações”, declarou o delegado Anchieta Nery, coordenador da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática.

Acreditando estarem ajudando o senador, as vítimas caíam nos golpes. Segundo o gerente de polícia especializada, delegado Matheus Zanatta, com apenas uma das vítimas, o homem conseguiu obter R$ 30 mil.

“Já soubemos de pelo menos quatro vítimas, mulheres de Teresina, e pedimos que mais vítimas que tenham recebido contatos de autoridades públicas pedindo dinheiro, doações, façam a denúncia para que possamos prender quem está cometendo esses crimes”, disse o delegado Anchieta.

A polícia informou que o autor do crime conseguia os contatos das potenciais vítimas porque realizava ações sociais em uma igreja, acompanhando inclusive políticos e assessores. Assim, “selecionava” quem poderia cair nos golpes.

Além dele, outros possíveis participantes dos golpes também foram identificados. A polícia informou que havia pessoas que eram manipuladas por ele para participar das ações. A suspeita é de que ele já atuasse dessa forma há cerca de um ano.

Fonte: G1-PI

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