24.8 C
Piauí
6 de dezembro de 2022
Cidades em Foco
DestaqueEconomiaGeralInternacional

Vai usar PIX na Black Friday? Veja como evitar golpes e dor de cabeça

PIX — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

PIX, sistema de pagamentos instantâneos que se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, deve ser bastante usado na Black Friday, principalmente porque o varejo tem dado bons descontos nas compras para quem faz a transferência bancária instantânea, além da facilidade e rapidez na compra.

Mesmo que os pagamentos via PIX tenham menor chance de fraude, já que o cliente não fornece dados bancários para o pagamento, ainda assim, é preciso alguns cuidados.

Desconfie sempre

Os golpes que usam PIX têm se tornado cada vez mais sofisticados – por isso, é importante a conferência de todas as informações. Cuidado com links que chegam de desconhecidos por meio de redes sociais, WhatsApp, e-mail ou SMS pedindo cadastro ou oferecendo brindes e descontos. Desconfie das promoções que parecem boas demais para ser verdade.

“Uma das formas mais utilizadas pelos golpistas, atualmente, é o chamado phishing, ou pescaria digital. Através de links que levam a uma página falsa na internet, comumente muito parecida com a de uma loja conhecida ou até mesmo um banco, criminosos roubam senhas e dados pessoais dos consumidores para realização de compras e transferências eletrônicas”, explica Andrew Martinez, CEO da empresa de cibersegurança HackerSec.

Outro ponto crucial é checar a reputação das lojas online, em sites como do Reclame Aqui ou no Consumidor.gov.br, antes de fechar a compra. Por meio deles, é possível verificar a opinião de outros clientes e o nível de satisfação da loja.

Não pague fora da plataforma de e-commerce

Caso esteja comprando em uma loja online ou marketplace, é importante que a compra seja finalizada no mesmo lugar, seja no site ou aplicativo. Assim, há garantia de ressarcimento caso a encomenda não chegue. Se o vendedor pedir para finalizar a transação em outro ambiente ou para transferir o dinheiro, desconfie.

“O PIX ajudou a melhorar nossa experiência na hora da compra, principalmente online. Em contrapartida, a facilidade também chega aos fraudadores, que agora têm mais uma ferramenta para alimentar seus esquemas fraudulentos. Por isso, é preciso estar sempre atento” explica Ralf Germer, CEO da fintech de pagamentos em e-commerce PagBrasil.

Coloque um limite para suas transações

Mesmo que haja a intenção de fazer alguma transação de alto valor, é preciso estabelecer um limite para transferência por PIX.

Alberto André, CEO da fintech Plusdin, recomenda não ter um limite alto de transferências por PIX. Se o valor a ser transferido for mais alto que o limite, a dica é negociar para fazer duas transferências.

“É preciso ainda ficar atento aos dados de quem vai receber a transferência antes de confirmar a transação. Assim, evita cair em golpes que pedem dinheiro com o nome de uma pessoa, mas usam a conta bancária com dados diferentes”, alerta.

A definição de novos limites para pagamentos pode ser feita pelo próprio cliente diretamente no aplicativo do banco. De acordo com o Banco Central do Brasil, os pedidos de redução têm efeitos imediatos e os pedidos de aumento só são considerados após um prazo de 24 horas.

Veja, abaixo, o passo a passo para mudança dos limites em sua conta PIX:

  • Faça o login no aplicativo de seu banco;
  • Clique na opção “PIX”;
  • Toque em “Meus Limites”. O app vai mostrar seu limite diário atual. Para mudar os valores, clique nas opções “Gerenciar meus limites”, “Personalizar Limites PIX” ou “Alterar meus limites”, dependendo de qual seja a instituição bancária, para definir um novo valor;
  • Confirme a operação.

Em alguns bancos, como é o caso do Banco do Brasil, o app vai alertar que, caso você precise aumentar o limite, uma confirmação deve ser feita no internet banking ou caixa eletrônico.

Não faça transferências em redes públicas de wi-fi

Economizar o pacote de dados móveis através de redes públicas é uma facilidade encontrada em diversos estabelecimentos e locais públicos. No entanto, essa economia pode sair bem cara.

Conectar-se a um wi-fi de uso coletivo faz com que o usuário se exponha de forma perigosa, e fazer determinadas transações aumenta ainda mais a exposição, como por exemplo, acessar a conta bancária.

“Para ter sempre os dados protegidos, o ideal é usar o aplicativo do banco com o próprio pacote de dados ou uma rede de wi-fi de uso privado”, recomenda Eduardo Tardelli, CEO da upLexis, empresa especializada em mineração de dados.

Cuidado com QR codes falsos

O QR code é uma ferramenta que agiliza a compra: nele, já estão disponíveis o destino da transação e o valor do pagamento. Apesar de reduzir em alguns segundos o processo de pagamento, é preciso certificar-se de que o valor está correto, bem como o destino do pagamento, antes de concluir a operação.

Paulo Castro, CEO e cofundador do Contbank, fintech especializada em produtos para PMEs, alerta que algumas pessoas aumentam o valor ou usam o QR code para direcionar o consumidor para uma conta falsa.

Fonte: G1

Notícias relacionadas

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Se você está de acordo, continue navegando, aqui você está seguro, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais