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20 de setembro de 2019
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“Votei por convicção”, diz Elmano após votação e Regina ataca ‘traidores’; veja discurso

Dos três parlamentares que formam a bancada piauiense no Senado Federal, dois votaram contra a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O senador Elmano Férrer (PTB) surpreendeu durante a votação-que aprovou com 55 votos- o afastamento da petista por 180 dias. Anteriormente, o piauiense havia declarado que era à favor da instauração do processo, mas na madrugada desta quinta-feira (12), o parlamentar foi um dos 22 senadores que votou contra admissibilidade do processo.

“Minha consciência me levou a isso. Digamos, não havia motivos palpáveis e jurídicos que incriminasse a presidente da República pelo crime de responsabilidade. Foi uma decisão muito pessoal, consciente, independente de qualquer conotação partidária ou pressões de qualquer natureza por autoridades daqui”, disse Férrer, em entrevista ao jornalista Elivaldo Barbosa, que acompanha a votação de Brasília.

Regina Sousa

A senadora Regina Sousa (PT) usou o tempo estabelecido na tribuna para justificar o voto. “Foi a política que decidiu que a presidente Dilma não governaria. Tomada a decisão, ou seja, depois de apontar quem seria a criminosa, partiu-se para achar o crime. E não venham apontar que é a economia, porque esse país já passou por várias crises graves e não de depôs governante”, disse a petista.

A senadora também atacou o deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) e o chamou de golpista, um dos mentores da conspiração.

“Não vamos usar a palavra golpe porque seria contra alguns aqui que logo se incomodam e se constrangem, por estar contribuindo para o que um golpista de primeira linhagem chamou de ‘golpe democrático’, na Câmara, o deputado Heráclito Fortes, um dos mentores da conspiração, palavra que eu usarei daqui para frente. A votação do impeachment na Câmara, resultado dessa conspiração, foi aquele espetáculo dantesco que o Brasil e o mundo se envergonharam. Com raras exceções, o voto não foi pelo país e sim pelos filhos e filhas, parentes e aderentes, certamente, alguns desses se envergonham. Na comissão do Senado também, a pesar de um debate mais qualificado, vimos vários momentos de desdém, beirando o deboche. Alguns repetiam o mesmo discurso, cada vez que se manifestava; outros usavam metáforas risíveis. Pesquisando o passado de alguns, confirma-se o dito popular: macaco não olha pro rabo”, desabafa.

Regina Sousa sugere ainda que o governo Temer implicará no fim de programas sociais e destaca que agora, com a admissibilidade do processo, o Partido dos Trabalhadores fará oposição responsável.

“Não faz parte do programa dos que estão usurpando o poder, subsidiar programas para os mais pobres. A Lava Jato acaba para alguns; faz parte das negociações e vai continuar assim para tirar o Lula do jogo, pois a elite conservadora do país não se sente capaz de jogar e ganhar no campo aberto, no tempo regulamentar. Nós próximos 180 dias seremos oposição responsável, o que não significa oposição boazinha. Sabemos que nosso voto não será necessário diante de um bloco, aparentemente hegemônico, mas é bom não nos subestimar”, disse a senadora.

Ciro Nogueira

Já o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, repetiu a orientação do partido na votação do dia 17 de abril, na Câmara Federal. Da bancada piauiense no Senado, ele foi o único que votou pela admissibilidade do impeachment. 

Com a decisão, a presidente Dilma Roussef ficará afastada do mandato por até 180 dias. Com o afastamento da presidenta, o vice Michel Temer assume a Presidência da República.

 

Graciane Sousa / Cidade Verde

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